Após 4 horas, o volume de soro fisiológico a 0,9% cujo gotejamento é de 20 gotas/min será de

O cálculo de gotejamento da medicação é um dos pontos fundamentais para garantir a correta dose ao paciente conforme a medicação prescrita pelo médico. Esse processo pode viabilizar a efetividade ou causar danos ao paciente.

Sabendo dessa complexidade, é essencial calcular adequadamente o gotejamento dos medicamentos administrados e escolher o equipo ideal para cada tipo de tratamento, além de acompanhar a resposta do paciente.

Dessa forma, o enfermeiro terá certeza de que o medicamento está sendo administrado na velocidade preconizada pela prescrição médica, e qualquer anormalidade será imediatamente relatada ao profissional responsável.

Quer aprender a fazer o cálculo do gotejamento da medicação? Então, acompanhe as informações que daremos no post de hoje!

Caracterização dos equipos utilizados

O tipo de gotejamento de uma medicação está relacionado ao conteúdo que será administrado. Assim, para soluções de eletrólitos, cristaloide, entre outras medicações que serão infundidas em grandes volumes, recomenda-se o equipo de macrogotas, também conhecido como simples.

O equipo de microgotas é mais utilizado em pacientes pediátricos e neonatais ou em pacientes que estejam fazendo uso de quimioterápicos antineoplásicos, pois, nesses casos, a precisão da quantidade é muito relevante para a resposta do paciente.

Outro equipo de grande utilidade é aquele que deve ser conectado à bomba de infusão. Nesses equipamentos, é possível programar o cálculo automático da velocidade em que o medicamento será administrado, o que pode deixar os profissionais sem prática em fazer as análises matemáticas, quando necessário.

Para todas essas situações, é necessário “pegar a veia” de forma correta, acoplar a solução que está em sistema fechado ao equipo desejado, verificar se não estão ocorrendo vazamentos e observar a reação do paciente durante o procedimento.

Em algumas situações, pode ser necessária a suspensão da administração, tanto em virtude do estado clínico do paciente, que pode ser agravado, quanto em virtude da medicação, que pode causar intoxicação e desconfortos significativos.

Conhecendo os equipos mais utilizados no ambiente hospitalar, o enfermeiro deve saber também que a versão macrogotas equivale a 20 gotas/mL, enquanto o tipo microgotas equivale a 60 gotas/mL.

Outra informação a ser avaliada para calcular o processo de gotejamento é que uma gota equivale a três microgotas, que é a aferição dada pelos principais tipos de equipos usados no ambiente hospitalar. Dessa forma, para calcular o gotejamento das infusões em gotas, é necessário entender a fórmula:

Gotas (gts) = volume (mL)/tempo (horas) x 3

Então, para calcular o gotejamento de uma solução de 500 mL de volume, no período de 6 horas, o resultado será:

Gotas = 500mL/6 (h) x 3 = 28 gotas

Se o cálculo for em microgotas, então, o resultado será:

Microgotas = 500 mL/6 horas = 84 gotas

O enfermeiro mensurará o tempo para “correr” a medicação, considerando os demais cuidados que são requeridos para esse paciente.

Existem outras variáveis da fórmula que devem ser consideradas, principalmente quando o médico prescreve em volume/minuto. Nesse caso, a fórmula mais adequada é:

Número de gotas/min = volume x 20 / valor em minutos.

Importância do cálculo do gotejamento

Quando o médico elabora uma prescrição medicamentosa, ele se baseia na duração do efeito da medicação e na velocidade na qual o produto deve ser infundido na veia do paciente. Esse procedimento garante efetividade e pode proteger o doente do vazamento de substâncias vesicantes, que podem contribuir para o aparecimento ou a complicação de feridas.

Sendo assim, após a elaboração desse documento, a enfermagem deve interpretar as informações, diluir e reconstituir os medicamentos na forma de pó liófilo e, em seguida, calcular o gotejamento dos que serão administrados por via endovenosa.

Apesar de essa tarefa ser complexa em termos clínicos, o cálculo, em si, é simples de ser executado, utilizando regras de três para a obtenção do volume e da velocidade da medicação a ser infundida, conforme visto.

No entanto, após a conferência do cálculo, cabe aos enfermeiros executar a abertura do equipo e cronometrar o número de gotas que pingarão da solução medicamentosa prescrita para se certificar de que está na velocidade recomendada.

Variáveis no cálculo do gotejamento

Apesar das fórmulas existentes, há variáveis que podem influenciar no gotejamento, como a apresentação dos medicamentos, o que pode gerar estranhamento e insegurança no momento de realizar o cálculo.

Alguns antibióticos e a insulina, que são frequentemente usados no ambiente hospitalar, requerem muita atenção, pois são prescritos em UI e podem gerar confusão durante a administração dessas medicações. Nesse caso, a regra de três também se aplica e não existem muitas diferenças.

Outros pontos relevantes são as soluções que foram diluídas ou reconstituídas inadequadamente, que podem se precipitar durante a infusão e entupir o bico do equipo, gerando complicações clínicas significativas no paciente.

Existem aquelas soluções mais viscosas, em que as gotas se desprendem lentamente do ponto do equipo, por isso, o tempo calculado pode ser estendido para facilitar a infusão adequada do medicamento, assim como há também o paciente agitado, que se mexe constantemente e causa a perda do acesso venoso, demandando recomeço do esquema soro + equipo, atrasando a infusão dos medicamentos.

Avaliação clínica pós-gotejamento

O cuidado com o paciente perpassa pela avaliação dos sintomas clínicos, a transcrição das informações relevantes para o prontuário e o acompanhamento do estado de saúde ao longo dos dias.

Em relação ao gotejamento dos medicamentos, além de observar se a infusão está ocorrendo conforme esperado, é fundamental retirar o acesso, se não houver necessidade de “correr” outros medicamentos.

Ainda que não seja cientificamente respaldado, é usual que a equipe de enfermagem mantenha uma solução fisiológica acoplada ao equipo para não perder o acesso venoso do paciente, que, muitas vezes, foi bem difícil de conseguir.

Esse processo de fechamento do acesso venoso e a realização dos curativos corretos são passos fundamentais para evitar contaminação e prolongamento da internação do doente por motivos preveníveis.

O cálculo do gotejamento é uma das responsabilidades do enfermeiro e, por isso, deve ser feito com atenção e embasado na prescrição médica. Para tanto, é fundamental que os profissionais da enfermagem conheçam as regras simples e monitorem o paciente para evitar quaisquer anormalidades durante essa atividade.

O nosso post foi útil? Quer conhecer mais sobre essa atividade? Então, entre em contato conosco e saiba mais!

Como fazer o cálculo do gotejamento de soro?

Número de gotas/min = volume x 20 / valor em minutos.

Foi prescrito 800 ml de soro fisiológico a 0 9 em 5 horas Qual deverá ser a velocidade em microgotas por minuto?

e) 33 microgotas por minuto. Resposta Letra b. Quantas microgotas deverão correr em um minuto, para administrar 800ml de soro fisiológico (SF) a 0,9% em 5 horas? Resposta letra d.

Foi prescrito 500ml de soro fisiológico 9% para correr em 6 horas quantas gotas por minuto?

Caso a prescrição médica seja de 500ml de soro fisiológico, para correr em 6 horas, você deverá instalar o soro com gotejamento aproximado de: a) 28 gotas ou 84 microgotas.

Como fazer cálculo de gotas por ml?

1 ml equivale a..
20 gotas e..
60 microgotas..
1 gota equivale a..
3 microgotas..
1 hora equivale a..
60 minutos..

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